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domingo, 7 de agosto de 2011

JAMAIS ESQUEÇA


Acabei de assistir ao filme Away from her (Longe dela), onde um casal feliz é acometido pela doença da esposa, que após diagnosticada com Mal de Alzheimer, decide internar-se numa clínica e precisa ficar 30 dias sem a visita do marido, sua única família. Após esse período, ela não mais o reconhece e desenvolve um afetuoso relacionamento com um dos internos. O marido, embora triste pela indiferença da esposa, coloca-se no lugar de amigo ao mesmo tempo em que luta pela sua recuperação. Tudo porque, apesar de ela não saber quem ele é, ele ainda sabe que ela é a mulher a quem ele ama.

É inevitável, durante o filme, não se imaginar na situação daquele casal, ou pelo menos, imaginar algo daquela dimensão na nossa família. E pensando assim, fica a indagação: Até quando estaríamos dispostos a tantas renúncias?

A enfermidade de alguém que nos seja próximo certamente nos afetará. De uma forma ou de outra haverá a necessidade de nos encontrarmos, cara a cara, com os cuidados requeridos pela doença. E quando isso acontecer, o nosso amor e o nosso respeito pela pessoa enferma, não será demonstrado pelo nosso discurso, mas pelas nossas ações.

No filme, o esposo apaixonado vive em função da esposa. Não como uma obrigação, como a fazer algo por não ter nenhuma escapatória. Ele faz o que faz, porque a ama. E isso é o suficiente para fazê-la se sentir amada e protegida.

Chamo a atenção para uma lição importante que tirei desse filme: “JAMAIS ESQUECER!”

Jamais esquecer as pessoas que contribuíram para o nosso crescimento. Elas são parte da nossa história. São um pedaço de nós. Esquecer-se ou não dar o devido valor ao que elas representam é simplesmente deixar para trás vários fragmentos daquilo que nos torna... humanos!

domingo, 19 de junho de 2011

Quanto somos fortes?!

Outro dia deparei-me com alguém desesperado pela perda de um ente querido. A dor e o sofrimento naquela alma eram quase apalpáveis. O sentimento da perda é impiedoso.

Incrível como nos achamos fortes no dia-a-dia, mas nos vemos, miseravelmente, impotentes ante a dor.
É como se um membro nos fosse arrancado, sem anestesia. Não, não deve ser só isso. Perder alguém que se ama é uma coisa tão arrasadora que nos faz desejar também a morte.

Obviamente, alguns poucos que insistirem em dizer que são fortes o bastante para suportar a dor, dirão também que estou exagerando. Outrora, eu mesmo também o diria. Graças a Deus, nunca perdi alguém tão próximo, mas sou grato também por poder sentir a dor dos outros. Assim, eu aprendi a valorizar quem eu tenho.

Muitas vezes somos forçados, pelos problemas que temos, a acreditar que ninguém nos entende ou se importa conosco. Nos colocamos como vítimas das circunstâncias e das pessoas que não vêem o nosso problema como algo que mereça atenção e cuidado. A perspectiva deles é completamente diferente da nossa, o que nos deixa com o sentimento de abandono e, às vezes, até nos afastamos de pessoas importantes para nós, por simples egoísmo.

Não estou dizendo que os problemas que temos devam ser ignorados ou minimizados. Mas e quanto aos outros? E os problemas deles?  Temos nos importado?

Pode até ser que outra pessoa "tire de letra" o fardo que carregamos e que muitas vezes não suportamos, mas isso não faz delas pessoas más, que não se importam.

Ninguém está isento aos problemas! Somos todos pessoas vulneráveis à dor e ao sofrimento. O importante é que construamos relacionamentos saudáveis, onde possamos reconhecer a nossa fraqueza e a fraqueza do outro sem acusações ou cobranças.

Chegará o dia em que a dor nos será inevitável. Quem você terá nesse dia? Quem estará com você nessa hora?

Por isso, sempre se despeça com um sorriso, com um abraço ou com um aperto de mãos sincero. Diga às pessoas o quanto você se importa e o quanto você as quer bem. E seja honesto, sempre! Especialmente com você mesmo!