Acabei de assistir ao filme Away from her (Longe dela), onde um casal feliz é acometido pela doença da esposa, que após diagnosticada com Mal de Alzheimer, decide internar-se numa clínica e precisa ficar 30 dias sem a visita do marido, sua única família. Após esse período, ela não mais o reconhece e desenvolve um afetuoso relacionamento com um dos internos. O marido, embora triste pela indiferença da esposa, coloca-se no lugar de amigo ao mesmo tempo em que luta pela sua recuperação. Tudo porque, apesar de ela não saber quem ele é, ele ainda sabe que ela é a mulher a quem ele ama.
É inevitável, durante o filme, não se imaginar na situação daquele casal, ou pelo menos, imaginar algo daquela dimensão na nossa família. E pensando assim, fica a indagação: Até quando estaríamos dispostos a tantas renúncias?
A enfermidade de alguém que nos seja próximo certamente nos afetará. De uma forma ou de outra haverá a necessidade de nos encontrarmos, cara a cara, com os cuidados requeridos pela doença. E quando isso acontecer, o nosso amor e o nosso respeito pela pessoa enferma, não será demonstrado pelo nosso discurso, mas pelas nossas ações.
No filme, o esposo apaixonado vive em função da esposa. Não como uma obrigação, como a fazer algo por não ter nenhuma escapatória. Ele faz o que faz, porque a ama. E isso é o suficiente para fazê-la se sentir amada e protegida.
Chamo a atenção para uma lição importante que tirei desse filme: “JAMAIS ESQUECER!”
Jamais esquecer as pessoas que contribuíram para o nosso crescimento. Elas são parte da nossa história. São um pedaço de nós. Esquecer-se ou não dar o devido valor ao que elas representam é simplesmente deixar para trás vários fragmentos daquilo que nos torna... humanos!

